IA já roda em 90% do varejo brasileiro, aponta relatório da KPMG
04 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Um levantamento global da KPMG, o Global Tech Report 2026 focado em consumo e varejo, trouxe um número que resume bem onde esse setor está: 90% das empresas já integraram agentes de IA aos principais fluxos de trabalho e ofertas. Não é mais piloto isolado, é operação.
Adoção de agentes de IA no varejo
Fonte: KPMG Global Tech Report 2026, Consumo & Varejo, via reportagem da Consumidor Moderno (consumidormoderno.com.br).
O segundo número do gráfico é o que realmente importa: 74% das empresas do setor esperam colocar IA em escala nos próximos 12 meses, um dos índices mais altos entre todos os setores pesquisados pela KPMG. A pergunta que resta pras empresas de consumo e varejo não é mais se vão adotar agentes de IA, é se vão fazer isso rápido o suficiente pra não ficar atrás de quem já começou.
Gerenciar agentes de IA virou habilidade de trabalho
Um dado do relatório muda a forma como a gente pensa sobre times, não só sobre tecnologia: 94% dos executivos entrevistados dizem que saber gerenciar agentes de IA vai ser uma habilidade essencial nos próximos cinco anos. Isso não é sobre substituir pessoas, é sobre redesenhar o que as pessoas fazem no dia a dia, incluindo supervisionar e ajustar processos que antes eram feitos manualmente.
Dados bons vêm antes de IA boa
A KPMG também mostra onde o dinheiro está indo: 49% dos líderes pretendem aumentar investimento em dados em pelo menos 10%, atrás só de cibersegurança. E 63% dizem que é a área de TI que lidera a implementação de IA hoje. Faz sentido: agente de IA que trabalha em cima de dado ruim entrega resultado ruim, então a base de dados virou parte da conta antes mesmo de pensar em qual modelo usar.
No lado financeiro, 45% dos líderes do setor relatam retornos acima de US$ 250 milhões vindos de investimentos em tecnologia digital, segundo o levantamento. O caso de negócio pra automação deixou de ser promessa e virou linha de resultado.
O que isso significa pra quem está começando agora
- Ter dado organizado e com governança clara é pré-requisito, não etapa posterior.
- Trocar projeto piloto por plataforma que já nasce pensada pra escalar evita retrabalho depois.
- Preparar o time pra trabalhar ao lado de agentes de IA importa tanto quanto escolher a ferramenta certa.
- Segurança e confiança precisam entrar no desenho da automação desde o início, não como reboco no final.
A reportagem completa, com a análise do sócio-líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil, Fernando Gambôa, e o detalhamento das seis recomendações do estudo, está na Consumidor Moderno (consumidormoderno.com.br). O que os números mostram, resumindo, é que o setor de consumo e varejo deixou de perguntar se IA funciona e passou a perguntar quão rápido dá pra escalar o que já está funcionando.
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